Publicado por: Prynce H. | 14/06/2009

Canto & Características – Canário Da Terra

Bastante conhecido em nosso país, este pássaro tem no excelente canto um de seus mais fortes atrativos. Mas a bela plumagem e sua docilidade também costumam agradar.

Quando o locutor esportivo Geraldo José de Almeida popularizou, na Copa de 70, a expressão “seleção canarinho” para designar o selecionado brasileiro de futebol, certamente sabia o que estava fazendo. Não era uma simples alusão à cor da camisa dos jogadores, amarelo-ouro, a mesma do Canário-da-terra. Mas, sim um mergulho na alma do povo brasileiro. Afinal, criar canários é um hábito antigo e popular entre os brasileiros. Tanto assim que Goeldi, em 1894, no livro “As aves do Brasil”, já relatava experiência muito bem-sucedidas neste sentido.

Cabecinha-de-fogo, Chapinha ou Canário-Chapinha – o nome popular pode variar. A verdade é que o Canário-da-terra, há 15 ou 20 anos, era facilmente encontrado na natureza em qualquer cidade do interior. Hoje, infelizmente, não é mais visto com tanta freqüência, notadamente nas regiões Sul e Sudeste. A despeito, porém, desta popularidade, o Canário-da-terra possui laços de nobreza. Os primeiros canários de cor a chegarem ao Brasil eram conhecidos como Canários-do-reino, pois vieram pelas mãos dos imigrantes portugueses do Reino de Portugal. Como aqui existia um pássaro muito semelhante, bastante dócil e também excelente cantor, esta ave passou a ser chamada de Canário-da-terra, ou seja “Canário da terra do Brasil”.

Ótimo pássaro para criação em viveiros ou gaiolas, ele prima por seu visual atraente e colorido e por ser considerado excelente cantor. O macho é predominantemente amarelo, com uma coroa vermelha na cabeça. A fêmea é esverdeada e com riscos escuros na asa e no rabo. Jovens, sua coloração é pardo esverdeada – fase que os torna conhecidos como Canários-pardinhos. São pássaros altamente territoriais, que defendem os seus espaços com valentia.

O Canário-da-terra, que habita a maior parte do País é o Sicalis flaveola brasiliensis, que na região Nordeste ganha uma coloração mais clara e viva do que no Sul. Do Rio Grande do Sul, avançando por Argentina e Paraguai, até o Mato Grosso, deparamo-nos com o Sicalis flaveola Pelzelni, mais escuro e menos colorido que o primeiro, onde a fêmea é acinzentada. Na Amazônia, encontramos o Sicalis colombiana goeldi, de porte bem menor que os demais, porém com um amarelo carregado e vermelho bem forte.

Seja em gaiolas, seja em viveiros, deve-se deixar apenas um casal por recinto. Já nas gaiolas, tão logo a fêmea comece a botar, o macho deve ser retirado, pois, normalmente, ele só traz problemas.

Antigamente, na criação de Canários, usava-se o sistema de semiliberdade. Já que não se sabia direito qual a alimentação mais adequada aos filhotes, deixava-se a incumbência a cargo dos pais, que certamente sabiam como proceder. Nascidos os filhotes, abria-se a portinhola da gaiola e permitia-se que o casal – o macho ou a fêmea – saísse à cata de alimentos. Se não fossem capturados pelo homem, sempre retornavam para cuidar da ninhada. Durante a noite, ficavam presos na gaiola. Hoje, não se aconselha a utilização deste método, já que há muito mais chances do Canário, se solto, ser capturado pelo homem.

Para quem estiver interessado em tornar-se um criador de Canário-da-terra, uma dica importante: ter pelo menos um casal de Canários de cor para servir de ama-seca, já que o Canário-da-terra pode não chocar ou criar os filhotes.

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Responses

  1. queria algumas dicas para procriar em viveiros


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